Dezenas de presos se amontoam no corredor de um presídio formando uma longa fila que termina em uma mesa servida fartamente com 146 linhas de cocaína. Um a um, os presos a aspiram em meio a um clima de festa e ostentação. Essas imagens, registradas com o celular por um detento e publicadas nas redes sociais, integram uma antologia alucinada de vídeos divulgados nos primeiros dias de 2018. Para Julio Waiselfiz, "haverá novas rebeliões e massacres dentro e fora das cadeias porque a crise de segurança não é exclusiva dos presídios.”
Julio Jacobo Waiselfisz, da Flacso Brasil, também se posiciona contra propostas de redução da maioridade penal e diz que o problema é de educação e não de segurança. Ainda analisa a crise do sistema penitenciário brasileiro e vê o excessivo encarceramento como incentivador do próprio crime organizado. "Se encarceraram 720 mil [total hoje de presos, segundo o Ministério da Justiça], e a violência diminuiu? O tráfico diminuiu? Não é isso que se vê."
Segundo dados do Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil, em um ranking liderado por El Salvador, o Brasil é o 5º país mais violento do mundo contra as mulheres. A agressão física é o caso mais comum, seguido de coerções psicológicas (ameaças em geral), morais (xingamentos e situações humilhantes), sexuais e patrimoniais. Câmara Municipal de São Paulo sancionou a Lei 16.823 que institui o Projeto de Prevenção da Violência Doméstica com a estratégia de saúde da família.
Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos sobre Violência da Flacso Brasil, situa o alcance desproporcional das organizações criminosas em eventos como o Massacre do Carandiru, em São Paulo, no qual ao menos 111 presos foram executados pela polícia dentro da cadeia. “Diante de situações como estas, de graves violações dos direitos humanos, os presos tiveram que criar e fortalecer grupos de autodefesa, que hoje dominam a sociedade nos mais diversos níveis”, explica. Ele ainda afirma que o Estado tem conhecimento de como funciona toda a estrutura, mas é incapaz de atuar para minimizar o problema.
Com o Dia Internacional da Mulher se aproximando, o portal especialista em saúde feminina, Trocando Fraldas, realizou uma pesquisa que contou com a participação de 14 mil mulheres: 31% das mulheres já sofreram violência, 3 em cada 5 mulheres já sofreram violência moral, seguida pelas violências física e sexual, entre outros dados. O Mapa da Violência 2015 - Homicídio de Mulheres no Brasil mostra que entre 2003 e 2013, o número de assassinatos de mulheres negras cresceu 54%, de 1.864 para 2.875 mortes.
A Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), sede Brasil, manifesta por meio desta nota o mais profundo reconhecimento da importante contribuição de nosso grande mestre Theotonio dos Santos em defesa da educação pública e da democracia brasileira, bem como, para o continente latino-americano. Sua vida e obra marcam grandes reflexões e mudanças na Educação brasileira e da nossa Região e contribuem de igual forma no contexto mundial. Reconhecemos ainda, seu papel fundamental para o desenvolvimento de um pensamento crítico e inovador no campo educacional
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou o projeto que institui o Plano Nacional de Enfrentamento ao Homicídio de Jovens. O plano tem o objetivo de reverter os altos índices de violência contra os jovens no prazo de dez anos. O foco dessa ação social serão os jovens negros e pobres, que lideram o ranking de mortes nessa faixa etária no país. Mapa da Violência de 2016, o relatório aponta que os jovens, apesar de alcançarem cerca de 26% da população, correspondem a 58% das vítimas de homicídios praticados com arma de fogo. De 1980 a 2014, mais de 480 mil jovens foram mortos com arma de fogo no Brasil.
Até 18 de março estarão abertas as inscrições para a Especialização e o Curso Internacional em Políticas e Justiça de Gênero modalidade virtual. As aulas acontecerão entre abril de 2018 a março de 2019 na modalidade virtual. O objetivo geral é oferecer um espaço integral de formação teórica e prática para analisar as situações de desigualdades estruturais e específicas de gênero com base nas disposições contidas no ordenamento internacional dos direitos humanos das mulheres e estudar sua abordagem a partir das políticas públicas. A promoção é do Clacso e da Flacso Brasil com apoio da Agência Sueca para el Desarollo Internacional e OEA.
Mulheres se organizam em redes de apoio para ajudar umas às outras, combater a violência e o preconceito e conseguir mais respeito e oportunidades, em um vigoroso movimento que envolve famosas e anônimas e tem gerado mudanças cruciais na sociedade. Diante de tamanha mobilização, “feminismo” foi escolhida a palavra de 2017 pelo dicionário americano Merriam-Webster e a busca pelo termo no Google cresceu 200% desde 2016. O Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil mostra que a taxa de homicídios entre negras aumentou 54,2% entre 2003 e 2013. No mesmo período, a taxa entre brancas caiu em 9,8%.
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